18 Setembro, 2008
16 Agosto, 2007
mais
Meus pés descalços machucam a terra
A dor dos dias é minha também
A cada instante mais um traço
Meus dedos finos furam a tela
O calor da tinta cai também
A cada olhar esqueço o laço
Meu sonho esquece a noite bela
A casa é vazia e eu também
:marcos ramon
09 Maio, 2007
scoop ou como podemos ser sempre os mesmos

em “scoop – o grande furo” woody allen demonstra que ainda está em grande forma. interessante como as comédias atuais que ele escreve são tão mais interessantes do que aquelas dos anos setenta, como “o dorminhoco” e outras porcarias que ele fez.
em “scoop” allen atua com sua nova obsessão, scarlett johansson. diane keaton e mia farrow foram outras. scarlett, que trabalhou em “matchpoint” faz o papel de sondra pransky, uma estudante de jornalismo norte-americana, que está em londres à passeio.
enquanto assistia a um show de mágica de sidney waterman (woody allen), ela foi chamada ao palco para fazer o truque de desmaterialização. no entanto, enquanto estava na caixa em que deveria ser feito o truque ela encontra o espírito de um repórter morto recentemente: joe strombel (ian mcshane). ele oferece a ela um grande furo, alegando saber quem é o assassino do tarô, um serial killer que já vinha intrigando a polícia há algum tempo. segundo informações do além, o assassino é peter lyman (hugh jackman), um aristocrata inglês. sondra decide investigar lyman e pede a ajuda de sid, mas este retruca um pouco, já que era um mágico que fazia truques e não um médium. assim, sid não via motivos para acreditar na história dela. mas apesar do seu ceticismo inical, alguns eventos (e o carisma de sondra) fazem com que sid ajude a jovem jornalista na tarefa de desmascarar lyman. o problema para sondra, no entanto, é que lyman é um homem agradável, educado, de família nobre, e certamente incapaz de cometer qualquer tipo de crime. além disso, lyman e sondra se apaixonam, o que faz com que o trabalho da aspirante à repórter se torne mais complicado.
é verdade, é uma história cheia de clichês, mas é isso que faz de woody allen um grande diretor de filmes. ele consegue contar a mesma história por anos e anos e nunca deixa de ser interessante. todas as neuroses de allen estão lá: a traição, o preconceito em relação aos judeus, a crítica à pseudo-arte, as mulheres inteligentes, os homens paranóicos...
resumindo, “scoop – o grande furo” apresenta o bom woody allen de sempre: aquele que faz a gente sair do cinema sorrindo e feliz, sem pretensão nenhuma de ganhar o mundo.
:marcos ramon
12 Abril, 2007
11 Abril, 2007
31 Março, 2007
estava lendo rolling stone...
... e vi um cara que dizia que o radiohead vai lançar seu novo disco ainda esse ano. segundo ele, o mais rock desde the bends. estou ansioso pra ouvir, mas isso me lembrou que essa semana (não lembro que dia) eu estava tomando café com a ponens (minha esposa) e vimos um clipe do radiohead que nunca tínhamos visto - just, do the bends, esse que tá aqui no link do youtube.
perguntei pra ela, que fez ultra-avançado em inglês e que não teria dificuldades em fazer leitura labial da cena não-legendada, o que o cara diz no final e que faz todos ficarem inertes juntos com ele. mas ela não quis me dizer. na verdade, não quis saber o que ele fala, pra não ficarmos paradões em cima da mesa, pra sempre, e perder o novo disco do radiohead.
mas, que puxa!, ainda assim acho que eu queria saber...
:marcos ramon
30 Março, 2007
please, please, lift a hand

pensei muito se ia ou não escrever algo sobre o que aconteceu na última quarta. levei uma porrada na cara lendo o texto de patrick no pataugaza. mesmo não sendo diretamente comigo, sinto que tive participação no ocorrido.
estava muito feliz por voltar a tocar, principalmente por voltar a tocar com andré grolli e reuben, que são pessoas de quem gosto muito. a noite tinha tudo pra dar errado, mas só a metade pra mim não prestou. digo só a metade porque tem uma parte de mim que não consegue ficar triste com nada. é a metade da foto lá de cima, tirada por carol. a foto da cozinha mais agressiva em que já toquei (pode ser qualquer música, sempre fica pesada!). gostei muito, mas muito mesmo, de voltar a tocar. apesar de ser rápido, apesar dos problemas ou mal-entendidos, eu me senti muito bem, e não posso me culpar por isso. o abraço em andré grolli e reuben no final do show não foi por convenção. gostei de estar ali.
infelizmente nem tudo é tão simples. não vou questionar nada do que li no blog de patrick. eu não era da banda, não sei das coisas que eles passaram e certamente patrick teve seus motivos para escrever tudo aquilo. felizmente não vi a cena, mas ainda assim ela não sai da minha cabeça.

